Bombeiros do Rio fazem manifestação por anistia

Bombeiros do Rio estão promovendo neste domingo um ato pela anistia dos 429 manifestantes presos após invadir o quartel central da corporação, no dia 3 de junho.
Centenas de bombeiros se reuniram na praia do Flamengo, avenida paralela ao Aterro do Flamengo, a partir das 10h.
Por volta do meio-dia eles iniciaram uma carreata que deve seguir até o Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste. Segundo organizadores, mais de 1.500 pessoas participam da manifestação, que por volta das 14h30 momento passava pelo Leblon (zona sul).
Os 429 bombeiros que foram presos e denunciados por motim e danos materiais estão sendo processados e podem até ser expulsos da corporação.
Dois PMs que também participaram da invasão também podem ser expulsos --eles estão sendo submetidos ao conselho de disciplina da corporação que avalia se houve crime militar ou não. Se for comprovada a culpa, um colegiado decidirá pela expulsão dos PMs.

Bombeiros durante protesto na frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio na semana passada
Bombeiros durante protesto na frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio na semana passada
O Senado já aprovou na quarta-feira (22) anistia aos bombeiros denunciados. Como a decisão foi aprovada em caráter terminativo pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), segue para análise da Câmara --se não houver apresentação de recurso para o projeto ser votado no plenário do Senado.
Pelo texto, fica prevista a anistia aos crimes previstos pelo Código Penal Militar e infrações disciplinares aplicadas aos bombeiros --o que na prática impede que os militares que participaram do motim recebam punições legais.
O perdão criminal e administrativo é a principal reivindicação do grupo, que foi libertado após habeas corpus da Justiça. Os militares realizaram o movimento na defesa de aumento salarial. O piso bruto da categoria é de R$ 1.031.
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), propôs à Assembleia Legislativa do Estado que 30% do valor do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros, arrecadado com a taxa de incêndio, seja usado no pagamento de gratificações. O fundo, que arrecadou R$ 110 milhões em 2010, hoje é destinado à manutenção e aquisição de equipamentos, assistência médica e social e treinamento de pessoal.
Já foi anunciada a antecipação de um reajuste de 5,8%, que antes seria escalonado entre julho e dezembro. Somado aos reajustes de janeiro a junho, representará um aumento de 11,5% neste ano. O piso final, de R$ 1.265, ainda ficará aquém dos R$ 2.000 reivindicados pela categoria.

Passageiros idosos fogem de metrô superlotado em São Paulo

"Dizem que tenho a preferência. Mas, se não me cuidar, me derrubam no chão", relata a aposentada Maria do Socorro Alves, 69, em reportagem de Alencar Izidoro sobre a superlotação no metrô de São Paulo --a íntegraestá disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
De 2005 a 2010, 3,2 milhões de idosos com mais de 65 anos deixaram de usar o metrô -- uma queda de 11%. O número total de passageiros, no entanto, aumentou 47%. Dentre as possibilidades para a redução no número de passageiros idosos está a superlotação, que no metrô passa de 8 por m2 no rush. E também a migração para os carros.

A aposentada Maria do Socorro Alves, 69, que já desistiu de usar o metrô devido à superlotação
Maria do Socorro Alves, 69, que já desistiu de usar o metrô para ir a compromissos devido à superlotação
Por terem horários flexíveis, os idosos sempre evitaram os picos. O problema, diz Horácio Augusto Figueira, 59, mestre em engenharia pela USP, é que a superlotação hoje dura mais. "A frota, reduzida fora do pico, precisaria ser total ao longo do dia."

Castello e Fernão Dias têm mais de 15 km de lentidão em SP

As rodovias Fernão Dias, Castello Branco, Dutra e Régisregistravam diversos pontos de lentidão por volta das 16h30 deste domingo, volta do feriado de Corpus Christi. ABandeirantes e a Imigrantes também tinham problemas.
A via que acumulava o maior trecho de lentidão no horário era a Castello Branco, com filas entre o km 74 e o km 56, na altura das cidades de Itu (101 km de SP) e São Roque (66 km de SP). O problema estava concentrado no sentido São Paulo e era causado pelo excesso de veículos.
Já na Fernão Dias, o movimento de carros era intenso em toda a extensão da rodovia, no sentido capital paulista. Além disso, havia pontos de retenção entre o km 15 e o km 30; entre o km 39 e o km 47; e entre o km 49 e o km 59, todos na região de Atibaia (64 km de SP).
Na via Dutra, havia ainda 6 km de filas entre o km 133 e o km 139, na região de São José dos Campos (97 km de SP), no sentido São Paulo, devido a um acidente registrado no início da tarde. Entretanto, não mais interdições no local, às 15h. Também não há registro de feridos.
Na Régis Bittencourt, o tráfego era intenso em toda a serra do Cafezal, no sentido capital paulista, com registro ainda de 5 km de congestionamento entre o km 370 e o km 365, em toda a serra do Cafezal, no sentido capital paulista.
Pela Imigrantes, havia tráfego intenso no sentido São Paulo, mas sem pontos de parada. Já na Anchieta o tráfego estava normalizado.

Hackers colocam fotos de mulheres no site da PM de Goiás

O site da Polícia Militar de Goiás foi invadido por hackers na madrugada deste domingo (26). Segundo informações da PM, pelo menos quatro notícias que estavam em destaque na página tiveram as fotos trocadas por outras --como foto de mulheres.
A invasão ocorreu por volta das 2h. De acordo com o tenente-coronel Divino Alves, da PM, o site não chegou a sair do ar e não houve registro de dados roubados. "O que eles fizeram foi colocar uma foto onde era outra", afirma. Alves diz que o problema foi corrigido ainda durante a madrugada com a mudança nos protocolos de segurança.
Um grupo de hackers chamado "Havittaja", que diz ter invadido o site da Brigada Militar no Rio Grande do Sul (órgão equivalente à Polícia Militar no Estado), assumiu a invasão pelo twitter. Em lista divulgada através da rede social, o grupo também afirma ter tido acesso aos sites da Polícia Militar de Santa Catarina e da Polícia Militar de Mato Grosso.
A assessoria da Polícia Militar de SC diz que não tem registros das invasões.
A Polícia Militar de MT confirma que o site da corporação teve uma queda no mesmo momento em que outras páginas, como a da Secretaria da Administração do Estado, foram invadidas ontem. A polícia diz ainda que o problema já foi resolvido e que vai apurar o motivo pelo site ter saído do ar.

Site do IBGE é invadido por hackers

O site do IBGE foi invadido na madrugada desta sexta-feira e uma mensagem foi postada no endereço virtual. A página apresenta o título "IBGE Hackeado - Fail Shell" escrito no topo e uma foto de um olho humano com a legenda "Ordem e Progresso" inserida sobre a pupila.



Reprodução

O restante da mensagem diz "Este mês, o governo vivenciará o maior número de ataques de natureza virtual na sua história feito pelo Fail Shell. Entendam tais ataques como forma de protesto de um grupo nacionalista que deseja fazer do Brasil um país melhor. Tenha orgulho de ser brasileiro, ame o seu país, só assim poderemos crescer e evoluir!"
No pé da página do IBGE, ainda há outros dizeres como "Atacado por FIREH4CK3R", "Brasil, um país de todos!" e "Não há espaço para grupos sem qualquer ideologia como LulzSec ou Anonymous no Brasil". LulzSec e Anonymous são os dois maiores grupos de hackers do mundo. Hackers são pessoas que invadem computadores para protestar ou furtar informações.
O grupo que se apresenta como LulzSecBrazil atua como célula do LulzSec, que na semana passada atacou o site da CIA, a agência de espionagem americana. O LulzSecBrazil foi responsável por invadir a página do Senado, da Presidência e do Ministério dos Esportes nesta quinta-feira (24).
Os ativistas do LulzSecBrazil atuaram junto a um grupo chamado AnonBrazil, associado ao Anonymous, a quem é atribuído um ataque que há duas semanas derrubou o site do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Eles lançaram nesta semana a Operação AntiSec, declarando agir 'contra a censura' e com o objetivo de retaliar governos que tentam impor controles à internet.

Hackers invadem site da UnB e alteram notícias

O site da UnB (Universidade de Brasília) foi hackeado na madrugada deste sábado, segundo o prefeito do Campus, professor Paulo César Marques. Enquanto tenta restabelecer o conteúdo do portal, a equipe de tecnologia publicou a mensagem "site em manutenção" na página inicial.
Segundo Marques, na primeira hora da madrugada, os hackers colocaram títulos provocativos em algumas matérias da página principal do portal.
Uma onda de ataques de hackers tem vitimado diversos sites do governo na última semana. As invasões foram intensificadas durante o feriado, já que nesses dias as equipes de tecnologia da informação dos órgãos estão incpompletas.
Já foram vítimas de vários grupos de hackers, principalmente um conhecido como LulzSecBrasil --célula nacional de um dos maiores grupos de hackers do mundo-- as páginas da Presidência da República, Receita Federal, Ministério da Cultura, Ministério do Esporte, IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Senado, Portal Brasil e Petrobras (que negou o ataque e creditou a queda do site a uma "instabilidade").
Na sexta-feira, a Polícia Federal iniciou uma investigação para tentar encontrar a origem das invasões, feitas usando um processo chamado DOS (Denial of Service [Negação de Serviço]). Consiste em bombardear um computador com um número excessivo de acessos até que ele saia do ar e o site alvo fique indisponível.
A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) também apura os autores dos ataques cibernéticos.